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terça-feira, 9 de março de 2010

64.ª «Leixões acompanha crescimento portuário no Magrebe», in Carga & Transportes, Público, 08.03.2010/1431

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segunda-feira, 8 de Março de 2010


Um profundo conhecimento da realidade portuária e económica dos países do Magrebe resultou da primeira conferência sob o título “O porto de Leixões e o mercado global” para os 150 participantes. A abertura da conferência foi presidida à última da hora pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça – o inicialmente previsto secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, estava em Moçambique a acompanhar o Primeiro-Ministro, José Sócrates, nessa quinta-feira.


O conjunto dos países africanos formados por Marrocos, Mauritânia, Argélia, Líbia e Tunísia foi apresentado, pelo olhar português do administrador executivo da AICEP Global, Eurico Dias. O retrato histórico-económico mostra a aproximação progressiva do Magrebe à Europa, com maior e mais livre comércio, incluindo com Portugal. Para acompanhar o grande crescimento do comércio mundial, a Maersk Line tem mesmo o projecto TangerMed, com o objectivo de posicionar Marrocos no centro do Mediterrâneo e do comércio mundial, apresentado na conferência por João Silva. O projecto da Maersk prevê uma área logística de 5.000 hectares, a criação de 300.000 novos empregos para adicionar uma capacidade de cinco milhões de TEUS em 2012 tornando Tânger, com uma capacidade superior a oito milhões de TEUS, o maior porto de Africa, do Mediterrâneo e um dos cinco maiores do mundo.


Os oradores representantes dos portos de Marrocos, da Mauritânia e da Tunísia, bem como do espanhol de Algeciras, mostraram os seus números e viram a realidade - e o potencial - do porto de Leixões, na visita ocorrida ao fim da manhã do primeiro dia dos trabalhos, depois do primeiro painel moderado pela vogal do conselho de administração da APDL, Gabriela Chouzal.


Também as inovadoras Janela Única, Balcão Único e Portaria Única Portuárias de Leixões foram mostradas aos participantes, alguns oriundos dos países magrebinos, numa apresentação técnica do director-adjunto da APDL, Rui Cunha, depois do almoço. Neste painel dedicado à importância das tecnologias de informação e comunicação, as empresas Fordesi e Indra mostraram os programas que suportam o porto de Leixões, assim como outros que aplicam soluções idênticas.


O segundo dia dos trabalhos mostrou que a manhã era curta para o tema, com as apresentações dos portos de Casablanca (Marrocos) e da Tunísia, esta bem pormenorizada. Também o porto espanhol de Algeciras, fundamental na passagem junto ao estreito de Gibraltar, foi apresentado. Além do já existente, nomeadamente da própria Maersk que ai construiu um terminal de contentores, são grandes e enormes os projectos para o local.


Embora menos ambiciosos, os projectos no porto de Leixões existem, esperando-se agora a concretização da zona de actividades logísticas, explicou o director da APDL João Pedro Braga da Cruz. Com os seus dois pólos, (em Gonçalves e em Gatões/Guifões), os investimentos a partilhar pela APDL e pelo futuro concessionário darão “uma oferta portuária mais completa a Leixões”. As propostas serão analisadas, tendo o director da APDL revelado que se prevê investimentos por parte do concessionário de 95 milhões de Euros em Gonçalves, e de 50 milhões no pólo 2. Este terá ainda a ligação ferroviária, assegurada pela Refer. Quando estiver em funcionamento, a ZAL de Leixões corresponderá às nove razões para existirem num porto, como apresentou o consultor espanhol José Luís Estrada.


O congresso terminou no auditório Infante D. Henrique do porto de Leixões sem a anunciada presença do presidente da comunidade portuária de Leixões, Rui Moreira, mas com a satisfação do anfitrião Matos Fernandes por mais esta aposta na internacionalização do porto de Leixões. Depois de, há pouco tempo, terem participado numa feira internacional em São Paulo, no Brasil - a que se seguirão outras -, este evento foi o primeiro de quatro, direccionados para os mercados em que aposta com uma só solução logística. Seguem-se os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), o Báltico e, por fim, o Brasil.

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al-mâṣdar : http://static.publico.clix.pt/carga_transportes/noticias.asp?id=1425984 (consultāḋo em 09/03/2010)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

47.ª «Confirmada entrada de lince-ibérico em Portugal vindo de Huelva», in Público, þor Helēnä Geraldeš, 03/02/2010

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03.02.2010
Helena Geraldes

Um lince-ibérico macho com cinco anos, seguido por telemetria, entrou em Portugal, na zona de Moura-Barrancos, vindo de Huelva na última semana de Janeiro e por cá ficou durante três dias. Esta é uma confirmação rara de que animais desta espécie ameaçada de extinção atravessam a fronteira.

Caribú está a ser seguido por telemetria pelas autoridades espanholas. Mas há cerca de um mês, estas notaram que o sinal que recebiam estava cada vez mais fraco. Desde então têm tentado capturar o lince para trocar as baterias do sistema transmissor que transporta.

Sandra Moutinho, assessora do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), contou ontem ao PÚBLICO que as autoridades espanholas pediram autorização a Portugal para capturarem Caribú. “Enquanto recebemos sinal de que o lince estava deste lado da fronteira, técnicos espanhóis e do ICNB estiveram no terreno à procura de vestígios do animal. Acabámos por encontrar pegadas”, confirmou.

Este lince, entretanto, já regressou a Espanha mas ainda não foi capturado, informou Sandra Moutinho.

“Acreditamos que os animais usam este corredor [entre Espanha e Portugal], entrando em território português”. Desta vez a novidade é que “conseguimos confirmá-lo”.

Caribú, original da Serra Morena, foi libertado na área protegida de Doñana, no Sul de Espanha, no final de 2008. Três meses depois já tinha viajado cerca de 200 quilómetros na província de Huelva. “Os seus movimentos proporcionaram muita e valiosa informação sobre os processos de dispersão deste felino, utilizada para a planificação das reintroduções” que o Governo espanhol tem realizado desde o final de 2009, segundo o site do projecto Life Lince da Junta da Andalucia. “A manutenção do seu colar localizador é vital para continuarmos a segui-lo”.

Estima-se que existam actualmente apenas cerca de 150 linces-ibéricos (Lynx pardinus); em meados do século XIX seriam cem mil espalhados por toda a Península Ibérica. Hoje a espécie vive em Portugal numa situação de "pré-extinção". O colapso das populações de coelhos, a sua principal presa, a caça indiscriminada e a perda de habitat explicam o cenário.

Morreu Garfio, o “patriarca” dos linces nascidos em cativeiro


Mas os esforços de conservação da espécie sofreram um revés com a morte, na tarde de 1 de Fevereiro, de Garfio, o primeiro macho adulto a ingressar no programa ibérico de criação em cativeiro.

O animal, com dez anos de idade, morreu de doença renal crónica “em fase muito avançada” no centro de La Olivilla, na Serra Morena, revela o site do Programa de Criação em Cativeiro.

Garfio foi o pai da primeira ninhada de linces nascidos em cativeiro, em Março de 2005: Brezo, Brezina e Brisa. Foi macho reprodutor nas épocas de criação de 2005 a 2008 e proporcionou ao programa de reprodução um total de onze crias.

“Fez-se tudo o que era possível por este animal, mas as suas funções vitais estavam já seriamente comprometidas”. “Este é um dos dias mais tristes para todos os membros da equipa do programa de Conservação Ex situ”, lê-se no comunicado.

Actualmente, 25 dos 72 animais deste programa têm Insuficiência Renal Crónica e especialistas renais espanhóis e internacionais estão a trabalhar para encontrar um tratamento com sucesso.

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al-mâṣdar : http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1421145 (consultāḋo em 06/02/2010)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

31.ª LEONÍDIO PAULO FERREIRA «APÓS O CALIFA DE CÓRDOVA USSAMA BEN LLAMAZARES» SCRIΨIT, NO D.N., 18/01/2010

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Não abona em favor do FBI que as letras PCE nada lhe digam, afinal nada melhor que uma sigla com passado anticomunista para decifrar outra sigla. Sobretudo se a segunda significa Partido Comunista de Espanha, quase tão antigo como o Gabinete Federal de Investigação. A possível desculpa dos polícias americanos é que agora, além dos criminosos de sempre, se dedicam mais a combater a Al-Qaeda, mas nem isso pega. Que credibilidade tem uma organização que divulga um cartaz de procurados a oferecer 25 milhões de dólares por Ussama ben Laden e usa para compor uma imagem actualizada do líder terrorista saudita uma fotografia do ex-líder comunista espanhol Gaspar Llamazares tirada da Internet? Copia e cola?

Ainda bem que o jornal El Mundo desconfiou das bizarras parecenças e se interrogou sobre a razão de ser deste "Ussama ben Llamazares". Incapaz de impedir o 11 de Setembro, mal informada sobre o Iraque de Saddam, desastrosa na gestão da informação que poderia ter travado o nigeriano que tentou fazer cair um avião no Natal, a reputação da CIA já conheceu melhores dias. Agora, além dos espiões da Agência Central de Informação, também o FBI fica mal na fotografia, mesmo que tente justificar o sucedido como um mal-entendido. Mera saudade de siglas como KGB e URSS, de lógica conhecida, ou uma profunda crise de identidade, a verdade é que quando se trata de enfrentar a Al-Qaeda algo faz tremer estas duas organizações, uma dotada com quase 50 mil milhões de dólares de orçamento anual, a outra com oito mil milhões.

Identificar os objectivos da Al- -Qaeda e impedi-los é uma missão terrível dada a característica de franchising da rede terrorista islâmica. E todas as pistas devem ser levadas a sério. Mas a CIA e o FBI têm obrigação de saber o que são informações válidas e aquilo que nada significa. E sobretudo nunca inventar a partir da Internet. Não vá algum aprendiz de espião somar 1 + 1 + 1 + 1 + 1 e dar-lhe dez.

Afinal, a Al-Qaeda reivindica o Al Andaluz, essa Andaluzia onde o PCE tem bastiões. Antes de Llamazares, o líder comunista era Julio Anguita, conhecido como "Califa de Córdova" por governar a cidade célebre pela mesquita-catedral e pai de um jornalista morto no Iraque. Agora o episódio com a foto retocada de Ben Laden. Talvez o novo líder comunista também mereça atenção: Cayo Lara nasceu em Argamasilla de Alba, terra que no século XVII recebeu mouriscos de Granada e que reivindica ter sido o local onde Cervantes escreveu Dom Quixote. Atenção, tanto o escritor como o cavaleiro da triste figura usavam barba.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

18.ª «¡FELIZ NAVIDAD MORISCA!», 21 DE DEZEMBRO DE 2009

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¡Al fin, qué alegría, ya llega el Día de los Libertadores de Al-Andalus! ¡Feliz Navidad Morisca! Uno de entre nosotros, Fernando de Válor y Córdoba, mudando su feo nombre por el mejor, Muhammad Aben Humeya, se sacrificó por todos, triunfando en la REVOLUCION GLORIOSA DE LA NOCHE DEL VENTICUATRO AL VENTICINCO DE DICIEMBRE DE 1568, para que los andalusíes tengamos conciencia de nuestra Herencia cultural milenaria y no perdamos lo que un día nos devolverá la paz y prosperidad de antaño. Nuestro héroe borró de nuestras mentes un infernal mundo de pesadilla. Imaginaos un tiempo en el que nuestro Pueblo sufría tantas o más penalidades que el Pueblo Saharaui, por la noche frío, por el día hambre, impidiéndonos al igual que hacen también los sionistas con los palestinos, viajar por los caminos para ver a nuestras familias, podernos ganar de modo honrado el pan. Incitan a las mujeres a acusar en los “confesionarios” contra sus maridos, a los que invitan a amargar la vida y reprimir su sexualidad. Los “hombres del saco” o “sacamantecas”, colaboracionistas del terrorismo inquisitorial, ofreciendo sus tocinos asquerosos a los niños, para que al no poder fingir las arcadas, delatasen a su gente. Sin embargo aquél insigne titán de Al-Andalus trajo para todos los más hermosos regalos ese día y el mayor, la Libertad. No fueron sueños ni utopías, se encarnó la belleza en tiempo y lugar: Al-Andalusia libre e independiente. Esos antepasados nuestros andaluces nos devolvieron la Esperanza.

Comerciantes que viajarán hacia China y la India trayéndonos con su esfuerzo la riqueza para todos. Las ciudades y los pueblos se llenaran de talleres que elaborarán de nuevo preciados tejidos bordados, tapices o alfombras; alfareros amasaran bellas piezas; artesanos manufacturarán sus objetos de mimbre, de junco, de esparto…; preciosas obras de cobre, de bronce, de plata, de oro, hallarán quien las valore en lugares remotos; los orfebres diseñarán sus filigranas; los ebanistas tallarán maderas preciosas; los alarifes nos devolverán el buen gusto perdido con sus yeseros, alicatadores y marmolistas. Los hijos del exilio andalusi no morirán ya nunca lejos del Hogar de sus antepasados. La Cultura del Agua en movimiento devolverá la vida a las tierras yermas, con sus acequias, aljibes, norias… Jardines, vergeles, almunias, huertas, derramarán por los campos su fragancia y saborearemos los frutos más delicados, entre parejas que en vez de fustigarse con sandeces de “pecado” y de “culpa” se amarán en ardorosos éxtasis, recitándose sensuales poemas, sin quedar jamás exhaustos. El rey de los andalusíes tuvo una Nochebuena ese sueño y lo hizo realidad tres años, derrotando uno tras otro a ejércitos imperiales que jamás habían conocido la derrota. Tuvo que intervenir el hermano bastardo del fanático tirano Felipe, masacrando mujeres, niños y ancianos, abrasándoles vivos en los templos y cuevas donde se habían refugiado; pero la ceniza y la sangre se hace fértil limo que nos catapulta hacia el porvenir.

En absoluto debe embargarnos el dolor en este día, una gran parte de la Andalucía actual fue liberada del Terror de la “inquisición” -esa policía religiosa católica romana que torturaba y quemaba viva a la gente-, demostramos al mundo que aplastar, aunque fuera un instante maravilloso, al oscurantismo de los déspotas, ES POSIBLE. Flandes, las hoy prósperas Holanda, Bélgica y Luxemburgo, seguirían nuestro ejemplo. Por eso nuestro agradecimiento puede conocer límites. Nos devolvió el compañero Aben Humeya la Esperanza en esa madrugada del 25 de diciembre, sin duda el Día más grande y precioso de las Andalucías, también las del exilio económico y político, despedazando nuestros territorios naturales del Alentejo portugués, Badajoz, el valle de Alcudia y Gibraltar, las de Catalunya, Euskal Herría, Madrid, Latinoamérica, Europa… Igual que el cinismo nacional-católico carece de escrúpulo en festejar alegremente entre los descendientes de sus víctimas arruinadas por su política criminal de usurpaciones y de expolios, no sólo bancarios, ha llegado el momento de recordar que la zambomba, pandereta, villancicos, alfajores, turrones y un sin número de artículos navideños tienen su origen en Al-Andalus. Y que igual que se daña la salud de los ancianos y los niños con “mantecados” (hechos del tóxico sebo de cerdo), pueden hacerse de harina de mijo o integral, con miel y productos naturales.

¡Qué feos quedan esos “papanoeles” extranjeros colgados por los balcones con el mono rojo de la coca-cola! Con dos retales mal cosidos se les puede vestir con chilabilla y el gorro ser sustituido por un turbante con un simple trapo reliado. Conmemoramos así que aquellos andalusíes que lucharon por nuestra Libertad -no hay Don tan hermoso- nos trajeron alimentos y regalos para que no pereciéramos a los pies de aquellos verdugos barrigones, dándoselas de cristiano-viejos, que se estaban cebando a costa nuestra. ¿Y qué decir de esos horrorosos árboles de plástico que adornan los salones pequeño-burgueses? ¿No es mucho más bonito adquirir un esqueje de acebuche en un vivero y pasadas las fiestas plantarlo en Primavera? Recordamos de esta forma a los valerosos andalusíes que ante el Olivo Sagrado de Narila, en la Alpujarra, juraron luchar hasta el final por la Libertad. ¿Por qué arrojar a la basura esos belenes si ya estamos hartos de tanta hìpocresía y avaricia de los mismos jetas clerical-fascistas de siempre? Observemos que todas esas figurillas, vestimentas, camellos… ¡son moros! Basta con colocar a todos dirigiéndose hacia el Portal de la Casa de Juntas del Rey Aben Humeya, para que hagamos un “belén”(del término árabe “betlehem”) por fin auténtico, mientras explicamos a nuestros hijos quienes fueron los verdaderos “ponciopilatos”, judas y mercenarios. ¡Y esas canciones navideñas tan cursis! ¿No están pidiendo a gritos unas adaptaciones que les devuelvan su genuino espíritu? Por ejemplo, en vez de: “Por el camino que lleva a Belén”, modificar la letra por “el camino que lleva a Laujar”, dejando, claro, aquello de “los pastorcillos quieren ver a su Rey”; o la nueva versión remasterizada de: “Pero mira como beben los peces en el río, alabando a Muhammad y diciendo Allahu Akbar”… Ah, ¡qué tiernas “florecilias” invernales que a buen seguro harán las delicias de tantos curánganos, pagados con nuestros impuestos, dándoles igual a nuestros “aconfesionales” gobernantes si comulgamos con sus ruedas de molino o no! ¡Esos mismos desaprensivos a los que les importa un bledo que las madres del Sahara o Al-Andalus mueran, Madres de la Humanidad, en la miseria y el olvido!

Nos da igual que muchos prefieran atontarse ante una pantallita de televisión o las prensas locales del “movimiento” peneuvista del BBVA, para ahondar el foso amamantando la “españacañí”; mientras otros hacen el agosto por navidad o engordan a su costa, desde la Gran Nochebuena de nuestra Liberación el 24 de Diciembre, hasta el 7 de Diciembre, recuerdo de los tres últimos reyes andalusíes, Boabdil, Aben Humeya y Aben Abú, jolgorio a tope, al menos conseguiremos que su criminal proyecto genocida, desculturizándonos y anulándonos por métodos modernos, comience estrepitosamente a fracasar y lejos, muy lejos, de su repugnante culto a la existencia concebida como “valle de lágrimas”, aguardamos nuestro próximo y más esplendoroso aún que antaño… RENACIMIENTO ANDALUSI.

Por eso, hermanos, compañeros y amigos, no os cortéis un pelo ante los que carecen de vergüenza y proclamemos en alta voz: ¡FELIZ NAVIDAD MORISCA! ¡VIVA EL 25 DE DICIEMBRE, DIA DE LOS LIBERTADORES DE AL-ANDALUSIA!



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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

6.ª «SOY MORISCO», ANTONIO MANUEL SCRIΨIT, IN EL DÍA DE CÓRDOBA

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Suelo confundir lo urgente con lo importante. Me ocurre a diario. Como a la mayoría de los que sobrevivimos en este corsé existencial de leyes y plazos. Cada uno de mis días se compone de gestiones estúpidas y prorrogables, en lugar de recordar permanentemente que quiero a quien quiero. Cuando el amor se convierte en contexto se olvida. Se hace invisible por obvio. Y muere a dentelladas como un perro con rabia. O de fragilidad, como una mariposa en un vaso de agua. Lo urgente no tiene por qué ser importante. Pero lo importante siempre es urgente.

Por supuesto que es urgente e importante adoptar medidas paliativas para los millones de personas que mueren de hambre y sed. Por supuesto que es urgente e importante que los que gobiernan a la luz y en la sombra reduzcan drásticamente las emisiones contaminantes a la atmósfera. Pero son más los habitantes mundiales que toman por importante y urgente no perderse el clásico del fútbol español. Dos horas fútiles que moverán información y dinero como para curar los males anteriores. El otro día se aprobó en el Congreso un reconocimiento simbólico a la injusticia cometida con la expulsión de los moriscos hispanos. Para muchos de los que no se perderán el partido, se trata de una gilipollez. Y tienen su razón porque la ignorancia es ciega. Gritarán en el bar. Tomarán cervezas y tapas. Se persignarán o cruzarán los dedos. Corearán olés al juego de su equipo… Todas huellas moriscas de resiliencia que habitan clandestinamente en sus almas. Invisibles por obvias. La historiografía oficial decidió extirparlas de nuestra memoria colectiva. Intentó lobotomizar de las conciencias nuestro pasado intercultural. Fracasó.

Los moriscos no son ellos: somos nosotros. Ahí radica la cepa del mal. La identidad nacionalista española se construyó artificialmente sobre la negación del otro. Y para conseguirlo impuso dos condiciones que se han incrustado en nuestro cerebro como la nicotina: la limpieza de sangre y el catolicismo. Los moriscos eran hispanos. Católicos en su inmensa mayoría. Conversos o hijos de conversos. Pero descendientes de musulmanes que nacieron y murieron aquí. Tan hispanos como ellos. Como tú y como yo. La “mancha” islámica en su ADN los convertía en extranjeros para la Iglesia-Estado. Aunque muchos se fueron, otros tantos se quedaron. Resistieron. Exagerando su catolicismo. O encubriendo lo prohibido para evitar la persecución inquisitorial. Hasta olvidar el porqué. Sin embargo, a pesar de los siglos de asimilismo y amnesia, las culturas no mueren de un día para otro. Y la hispano-andaluza se compone de cientos de ellas. Este justo reconocimiento recompone una parte de nuestro pasado imprescindible para entender nuestro presente. Era importante. Y, en consecuencia, urgente. Pero insuficiente. Porque no los equipara en derechos a los hijos de nuestras colonias (como hacen franceses e ingleses), ni con los sefardíes con los que la nación morisco-andalusí comparte identidad de razón. Invisible por obvia. Afortunadamente, viva.

5.ª «RESPUESTA A LOS QUE PROPONEN ELIMINAR ALMINARES O MINARETES DE MEZQUITAS», ARXITECTA FATIMA-ZAHRA AITOUTOUHEN TEMSAMANI SCRIΨIT

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Apreciar en su justo valor, el arte no está al alcance de todos. Sólo, los privilegiados lo sienten y una de esos privilegiados fue la irrepetible cantante egipcia Oum Kaltum, a la que fascinaban los alminares de las mezquitas marroquíes, turcas, sirias, etc. ¡Y qué decir de la Giralda¡ y un sinfín de minaretes que adornan el espacio de todo el mundo.

Pero, descerebrados como son algunos politiquillos de fortuna que ahora lideran la gran barbarie de prohibir alminares ¿saben acaso quién fue Oum Kaltum?

Cegados por el chocolate, los relojes y el dinero ajeno, unos inútiles para otra cosa de provecho, caprichosos políticos salidos de las cavernas helvéticas, intentan doparnos con la estrafalaria idea de ¡cuidado con los minaretes¡ para desviarnos de lo que es verdaderamente importante en estos tiempos de crisis moral y económica que no consiguen dominar y, de paso, intentar hacer pasar por la guillotina a una arquitectura religiosa de incalculable valor, sabiendo como saben que una mezquita sin alminar es como un almuédano mudo, que es, al fin y al cabo, lo que persiguen con todo el rencor de que son capaces.

En Sevilla nos está pasando algo parecido. Estamos luchando desde hace 24 años por una mezquita digna y hasta ahora, tendremos que seguir cumpliendo nuestras obligaciones religiosas en garajes y pseudo-mezquitas de fortuna, esperando que un día la mentalidad de algunos cambie y con ella la suerte de miles de musulmanes que se sienten discriminados en su derecho a la libertad religiosa.

Estoy segura de que los cristianos que viven en países árabes y musulmanes no sufren la misma discriminación. A poca distancia, en Marruecos, las campanas nunca dejaron de tocar, anunciando misas y festividades cristianas que están integradas como parte de una cultura ejemplar con la que convivimos sin sentirnos ni ultrajados ni temerosos de que el cristianismo nos aniquile, como algunos piensan del Islam.

Estoy segura de que hay muchos como el profesor y arquitecto sevillano Rafael Manzano que, cuando habla y dibuja mezquitas y alminares se le ilumina el rostro por la admiración y el orgullo que le provoca la arquitectura exacta y bella de los alminares.

Qué serían de los cuadros de Mariano Bertuchi sin sus esbeltos alminares de la medina que lo enamoró.

Se imaginan a Sevilla sin alminar la giralda, a Marrakech sin alminar kutubía, a Rabat sin alminar hassan, Istanbul sin sus múltiples alminares en mezquitas, Cairo, Alepo, Damasco,.....

Tampoco me imagino a Iglesias y catedrales sin campanarios.

Reciba un cordial saludo,