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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

91.ª Santiago Macias «O Islão em Portugal» scriψit, no-Avenida de Salúquia, 34, de-29.11.2010/1431

O Islão em Portugal foi o título do workshop que hoje teve lugar, em Lisboa, numa iniciativa conjunta da Fundação Gulbenkian e do British Council. De que se tratava? Muito simplesmente, de dar opiniões e de apresentar perspectivas, numa dimensão ao mesmo tempo histórica e contemporânea, sobre o tema em debate. Éramos 24, sob a moderação de António Vitorino. Havia jornalistas (Margarida Santos Lopes, autora de notáveis trabalhos no Público), antropólogos (José Mapril e Maria Cardeira da Silva), escritores (Luís Carmelo e Adalberto Alves), religiosos (sheik David Munir), historiadores (António Dias Farinha e Cláudio Torres) etc.

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A diversidade de perspectivas foi interessante, ainda que um tanto dispersa, o que é natural, tendo em conta as diferentes proveniências e origens científicas e culturais. Centrei a minha intervenção (cada participante dispunha de cerca de 3 minutos para apresentar uma ideia chave) em torno da necessidade de enfatizar a componente económica da intervenção cultural. Ou seja, não creio que faça muito sentido que as operações de empresas portuguesas no Magrebe não seja acompanhada de esforços mecenáticos e de uma ofensiva diplomática no terreno cultural. A difusão da língua, as traduções, o intercâmbio de estudantes, os trabalhos de campo e as publicações científicas e/ou de divulgação deveriam estar numa primeira linha de preocupações. A tradição em Portugal nestes domínios é debilíssima. Justamente por isso está na hora de inverter a tendência. E de tentar acompanhar o passo de outros. Que trabalham melhor que nós.

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No final da sessão António Vitorino apresentou algumas conclusões, necessariamente provisórias e uma vez que esta sessão foi um início e não um fim. Centrou a intervenção em torno de quatro ideias (informação/conhecimento/agentes do conhecimento/existência ou não de uma questão islâmica). Ficou, em pano de fundo, a ideia de segurança interna. Não era esse o enfoque que eu estaria à espera, à partida. O Cláudio riu-se da minha naïveté. Acho que teve razão para se rir.

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O texto poderia ser acompanhado de uma qualquer imagem de património. A mesquita de Mértola? Porque não? A Porta da Vila, em Faro? Talvez sim... Ainda assim, preferi escolher esta fotografia de um grande autor iraniano, Abbas Attar (n. 1944). Porquê? Porque sim.

terça-feira, 9 de março de 2010

64.ª «Leixões acompanha crescimento portuário no Magrebe», in Carga & Transportes, Público, 08.03.2010/1431

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segunda-feira, 8 de Março de 2010


Um profundo conhecimento da realidade portuária e económica dos países do Magrebe resultou da primeira conferência sob o título “O porto de Leixões e o mercado global” para os 150 participantes. A abertura da conferência foi presidida à última da hora pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça – o inicialmente previsto secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, estava em Moçambique a acompanhar o Primeiro-Ministro, José Sócrates, nessa quinta-feira.


O conjunto dos países africanos formados por Marrocos, Mauritânia, Argélia, Líbia e Tunísia foi apresentado, pelo olhar português do administrador executivo da AICEP Global, Eurico Dias. O retrato histórico-económico mostra a aproximação progressiva do Magrebe à Europa, com maior e mais livre comércio, incluindo com Portugal. Para acompanhar o grande crescimento do comércio mundial, a Maersk Line tem mesmo o projecto TangerMed, com o objectivo de posicionar Marrocos no centro do Mediterrâneo e do comércio mundial, apresentado na conferência por João Silva. O projecto da Maersk prevê uma área logística de 5.000 hectares, a criação de 300.000 novos empregos para adicionar uma capacidade de cinco milhões de TEUS em 2012 tornando Tânger, com uma capacidade superior a oito milhões de TEUS, o maior porto de Africa, do Mediterrâneo e um dos cinco maiores do mundo.


Os oradores representantes dos portos de Marrocos, da Mauritânia e da Tunísia, bem como do espanhol de Algeciras, mostraram os seus números e viram a realidade - e o potencial - do porto de Leixões, na visita ocorrida ao fim da manhã do primeiro dia dos trabalhos, depois do primeiro painel moderado pela vogal do conselho de administração da APDL, Gabriela Chouzal.


Também as inovadoras Janela Única, Balcão Único e Portaria Única Portuárias de Leixões foram mostradas aos participantes, alguns oriundos dos países magrebinos, numa apresentação técnica do director-adjunto da APDL, Rui Cunha, depois do almoço. Neste painel dedicado à importância das tecnologias de informação e comunicação, as empresas Fordesi e Indra mostraram os programas que suportam o porto de Leixões, assim como outros que aplicam soluções idênticas.


O segundo dia dos trabalhos mostrou que a manhã era curta para o tema, com as apresentações dos portos de Casablanca (Marrocos) e da Tunísia, esta bem pormenorizada. Também o porto espanhol de Algeciras, fundamental na passagem junto ao estreito de Gibraltar, foi apresentado. Além do já existente, nomeadamente da própria Maersk que ai construiu um terminal de contentores, são grandes e enormes os projectos para o local.


Embora menos ambiciosos, os projectos no porto de Leixões existem, esperando-se agora a concretização da zona de actividades logísticas, explicou o director da APDL João Pedro Braga da Cruz. Com os seus dois pólos, (em Gonçalves e em Gatões/Guifões), os investimentos a partilhar pela APDL e pelo futuro concessionário darão “uma oferta portuária mais completa a Leixões”. As propostas serão analisadas, tendo o director da APDL revelado que se prevê investimentos por parte do concessionário de 95 milhões de Euros em Gonçalves, e de 50 milhões no pólo 2. Este terá ainda a ligação ferroviária, assegurada pela Refer. Quando estiver em funcionamento, a ZAL de Leixões corresponderá às nove razões para existirem num porto, como apresentou o consultor espanhol José Luís Estrada.


O congresso terminou no auditório Infante D. Henrique do porto de Leixões sem a anunciada presença do presidente da comunidade portuária de Leixões, Rui Moreira, mas com a satisfação do anfitrião Matos Fernandes por mais esta aposta na internacionalização do porto de Leixões. Depois de, há pouco tempo, terem participado numa feira internacional em São Paulo, no Brasil - a que se seguirão outras -, este evento foi o primeiro de quatro, direccionados para os mercados em que aposta com uma só solução logística. Seguem-se os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), o Báltico e, por fim, o Brasil.

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al-mâṣdar : http://static.publico.clix.pt/carga_transportes/noticias.asp?id=1425984 (consultāḋo em 09/03/2010)

sábado, 6 de março de 2010

59.ª «UE/MARROCOS: "LEVA TEMPO ENCONTRAR O PARCEIRO CERTO" - EMPRESÁRIO PORTUGUÊS», IN EXPRESSO, 06.03.2010/1431

Porto, 06 mar (Lusa) - O diretor geral da Amitrónica, um dos empresários portugueses que hoje participa na reunião empresarial Europeia-Marrocos, que vende parabólicas ao país africano há 17 anos, diz que "o sucesso passa por encontrar o parceiro certo".

"Para entrar em Marrocos é preciso encontrar o parceiro certo, o que não é fácil, leva tempo", disse à Lusa Adriano Manata, contrapondo que os empresários portugueses beneficiam do facto de "os marroquinos gostarem do povo português".

Em declarações à Lusa, o empresário realça ainda, nas relações comerciais de 17 anos com Marrocos, a capacidade de negociação dos locais: "São extremamente comerciantes e sabem negociar muito bem".

http://aeiou.expresso.pt/uemarrocos-leva-tempo-encontrar-o-parceiro-certo-empresario-portugues=f569417

quinta-feira, 4 de março de 2010

57.ª «LEIXÕES APOSTA NO MAGREBE», IN PÚBLICO, 01/03/2010

As conferências sob o título “O porto de Leixões e o mercado global” que decorrerão este ano e o próximo começam esta semana com a análise do Magrebe, o conjunto dos países africanos formados por Marrocos, Mauritânia, Argélia, Líbia e Tunísia. Durante estes dois anos, o porto de Leixões promove quatro eventos, direccionados para os quatro mercados em que aposta com uma só solução logística. Depois do Magrebe, serão realizadas conferências “destinadas a parceiros relevantes de mercados que se vêm revelando de grande dinamismo económico”: Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Báltico e, por fim, o Brasil.

No auditório Infante D. Henrique do porto de Leixões, quinta-feira, dia 4, a sessão de abertura é presidida pelo secretário de Estado dos transportes, Carlos Correia da Fonseca. O primeiro painel da iniciativa promovida pela Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) intitula-se “O comércio Portugal/Magrebe – evolução e perspectivas”, com intervenções do administrador do AICEP-Global Parques, Eurico Brilhante Dias, e de um representante da Maersk Portugal, João Silva. Os participantes terminarão a manhã a visitar o porto de Leixões, almoçando no fim na (antiga) estação de passageiros. À tarde, “os portos e a importância das tecnologias de informação e comunicação” é o tema que será analisado pelo director-adjunto de operações da APDL, Rui Cunha, que apresentará a ‘Janela Única Portuária’, pelo presidente da Fordesi, Luís Tadeu (com a colaboração de Nuno Bento) e pelo director transportes da Indra, Hélder Alves. O dia termina com uma visita à área de exposição na APDL, presidida por Matos Fernandes, e com um jantar na pousada do Palácio do Freixo.

Na sexta-feira, o primeiro painel subordina-se ao tema “A fluidez dos portos como contributo para o sucesso da cadeia logística”. As intervenções serão do director do Terminal de Contentores de Leixões, Vieira dos Santos e os representantes dos portos de Casablanca, Sghir El Filali, e de Algeciras, Nicolás Andión mostrarão a resposta que está a ser dada ao novo cenário do Estreito de Gibraltar.. Ainda de manhã, o último painel analisa “As plataformas logísticas e o desenvolvimento do sector portuário, com intervenções de um responsável dos portos da Tunísia, Moahemed Daoud, da APDL, João Pedro Braga da Cruz e do administrador da Estrada Port Consulting, José Luís Estrada.

A primeira das quatro conferências que traduzem a aposta do porto localizado na fachada Noroeste da Península Ibérica na internacionalização terminará com a presença do presidente da comunidade portuária de Leixões, a que se seguirá o almoço.
http://static.publico.clix.pt/carga_transportes/noticias.asp?id=1424811

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

43.ª «África vai ter moeda comum a partir de 2018», in D.N., 02/02/2010

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O continente africano vai ter uma moeda comum a circular a partir de 2018, decidiu hoje em Adis Abeba a União Africana, no âmbito da sua 14ª assembleia-geral ordinária.

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Durante os trabalhos, que se iniciaram domingo, foram adoptadas decisões de curto e longo alcance relacionadas com a estabilidade política, a segurança alimentar e o desenvolvimento financeiro e de infraestruturas do continente.

Os chefes de Estado e de Governo decidiram, designadamente, introduzir em 2018 uma moeda comum, combater de forma enérgica as mudanças inconstitucionais de regimes e unir todo o continente por via de uma série de vias rodoviárias, tendo sido aprovado um orçamento de 250 milhões de dólares (179 milhões de euros) para este ano.

Daquela verba, cerca de 111 milhões de dólares provirão dos países membros da organização e o restante de fontes externas do continente.

"Os nossos esforços para a execução de programas são sistematicamente prejudicados pela falta de recursos", disse o chefe de Estado do Malawi e novo presidente em exercício da UA, Bingu wa Mutharika, que justificou assim o aumento do orçamento anual, que no exercício anterior foi de 160 milhões de dólares.

No domínio da paz e segurança, Mutharika expressou a sua satisfação com os "avanços políticos" registados na Guiné-Bissau, Mauritânia e República da Guiné, "onde foram dados passos concretos para restaurar a democracia e as esperanças dos cidadãos".

A segurança alimentar e a criação de uma rede continental de vias de comunicação serão os "assuntos prioritários da UA durante os próximos cinco anos", frisou.

Na resolução final saída da assembleia-geral, os líderes africanos aprovaram a criação do Banco Central de África, em 2018, a que se seguirá a introdução de uma divisa única para todo o continente.

O comissário da UA para os Assuntos Económicos, Maxwell Mkwezalamba, disse a este propósito que depois da criação do Banco Central de África, os Estados membros dissolverão os seus próprios bancos centrais e deixarão de usar as suas divisas individuais.

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Fotografia © Irada Humbatova - Reuters

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al-mâṣdar : http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1485031 (consultāḋo em 02/02/2010)

sábado, 9 de janeiro de 2010

24.ª «TURISMO, (…E NÃO SÓ…), ATENÇÃO À TUNÍSIA!», JOFFRE JUSTINO SCRIΨIT

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Regressei de umas férias na Tunísia e achei que era útil reflectir convosco sobre esta minha experiencia tunisina, em especial porque a problemática do Turismo é parte importante da minha vida profissional, na EPAR, Escola Profissional Almirante Reis.

A actividade turística representa cerca de 10% do PIB em Portugal, pelo menos e países como a Tunísia deveriam ser atentamente estudadas por quem entende a importância de aprendermos com os concorrentes, por forma a melhorarmos as nossas prestações junto dos Turistas, nossos clientes.

Eis porque me pareceu ser importante reflectir sobre estes sete dias “tunisinos” que tive…

A Tunísia, país islâmico, para 90% da sua população, recebia em 2005 cerca de 6 milhões e 378 mil Turistas e recebeu em 2009 até Novembro 6 milhões e 495 mil Turistas, o que permite ao Governo tunisino pensar que terminará o ano de 2009, um ano de Crise Mundial e de recessão no Turismo Mundial, com perto de 6 milhões e 800 mil Turistas ficando acima de 2007 e bem perto dos valores de 2008, os mais elevados de 2005 a 2009.

Entretanto, a Tunísia surge como alternativa turística aos países mediterrânicos e sul atlânticos, como Portugal e, como se vê, pelo seu crescimento na actividade turística, mostra que tem potencial para o ser. De facto, a Tunísia surge como um país de Turismo de Sol e Praia, como um país com fortes tradições, com um Património, Material e Imaterial, bastante rico.

Tal qual Portugal.

Por ora, a Tunísia apresenta-se, no plano da actividade Turística, enquanto um país com 11/12 meses de sol e praia, contra os 6 de Portugal, enquanto um país de Turismo barato, bastante mais que Portugal diga-se, com meios de mobilidade de qualidade aceitável, com produtos hoteleiros de qualidade, em média, superior à portuguesa, e com um potencial no Turismo de Compras que supera o português, pelo gozo que dá o negociar com os tunisinos, bons e delicados comerciantes.

Os vinhos tunisinos são mais fracos que os portugueses, mas também bastante mais baratos, a comida tunisina não é tão rica quanto a portuguesa mas é bastante aceitável e no plano da chamada cozinha internacional, de hotel, não perdem face aos cozinheiros portugueses.

A riqueza do Património Construído tunisino é significativa, relevando bem as presenças de múltiplos povos, fenícios, romanos, turco-otomanos, e está preservado, tanto ou melhor que o Património Construído em Portugal.

No plano da segurança dos Turistas em nada a Tunísia está longe de Portugal a não ser em um aspecto – o carácter islâmico do país, permeável portanto para as mentalidades dos países dominantes no envio de Turistas para outros países, ao temor de ataques terroristas…

No entanto é bem visível a liberalidade islâmica na Tunísia – por entre as inúmeras voltas que dei entre Cartago e Monastir, diria que 90% das Jovens Tunisinas não usa qualquer véu a esconder os seus lindos cabelos, e que cerca de metade das Adultas também não tapa os seus cabelos nas suas actividades nas ruas, sinal de grande distensão religiosa neste país. Ainda que seja verdade que nos cafés e restaurantes e há muitos, só em duas situações vi nos mesmos uma mulher, sendo que em uma delas a mesma se encontrava, somente, de pé, à porta.

Nos Hotéis, quer naquele onde estive quer tendo em conta as descrições de outros turistas portugueses sobre os seus Hotéis, a existência de Animadores, de qualidade, torna a presença nos mesmos num enorme prazer.

De facto, os Animadores lidam com Crianças e com Adultos, em 4 línguas europeias, dançam e animam as noites tal qual animam actividades desportivas nos espaços de lazer e são sem, dúvida um especial vantagem competitiva da Hotelaria Tunisina, face à portuguesa, basicamente falha neste campo.

Diria que não há um Hotel de 4 estrelas e mais que não tenha consigo uma equipa de Animadores de boa qualidade.

Os empregados de Bar e Restaurante falam relativamente bem pelo menos 2 línguas europeias e são de um profissionalismo a toda a prova.

Os taxistas são simpáticos, falam bem o francês, compreendem o espanhol e o inglês, pelo menos, bem ao contrário dos taxistas portugueses e têm em geral noções bem maiores que os taxistas portugueses sobre a sua História e o seu Património.

Nos espaços museológicos que visitei senti no entanto as mesmas falhas dos espaços portugueses, sendo que o acompanhamento dos Turistas está entregue a tunisinos que não me pareceu estarem qualificados para estas funções, nem serem autênticos profissionais mas sim aparentam ser “aproveitas” de uma área de negócio em aberto.

Visivelmente apostam, como Portugal, no Turismo de Golfe e no Turismo de Eventos.

Diria pois que Portugal tem na Tunísia um importante Concorrente, tendendo, a prazo a ter, aí, também, um Mercado para a Promoção Turística, desde que se entenda, em Portugal, as afinidades existentes no espaço mediterrânico e sul atlântico e, daí, as Oportunidades Turísticas geradas e por explorar.

Desde que em Portugal os empreendedores turísticos entendam que não é possível manter um Mercado, de cariz europeu, (com salários mais próximos dos europeus que os 150 euros/mês para um Animador, ou os 100 euros/mês para um profissional de bar e Restaurante), sem que se tenha em conta a diferenciação que actividades de Animação geram, nas unidades hoteleiras e nas ruas, ou que actividades de proximidade com os Produtos centrados no Património Material e Imaterial podem gerar dando ao Turismo Português, centrado num espaço com mais de 8 séculos de História, com a presença visível, ou lendária, de fenícios, romanos, judeus, “árabes”, negros, índios, asiáticos, ingleses, franceses, (dos Cruzados aos ocupantes das Invasões Francesas e Inglesas do século XIX), etc.

Fiquei, note-se, bastante satisfeito com a oportunidade que a classe politica nos dá, em Portugal, de estabilidade, ao aceitar negociar, pelo menos PSD e PS, este próximo Orçamento de Estado, elemento central de combate à crise vivida, sendo certo que preferia que toda ela aceitasse a importância de um Governo de Salvação Nacional, ou, se preferirem, de Concertação Nacional, para superar esta mesma Crise.

No entanto, bem mais satisfeito ficaria se esta nova abertura potenciasse novos diálogos entre os Parceiros Sociais, em nome da estabilidade no Emprego e nos Rendimentos das Famílias, como na Inovação e desenvolvimento do Empreendedorismo, com o surgimento de soluções temporárias agregadoras de vontades nacional comunitárias dinâmicas capazes de elevar a competitividade em Portugal e no espaço de expressão portuguesa.

O que implica em apostas mais sérias, do Estado, mas também dos Empresários e dos Trabalhadores na Qualificação, Escolar e Profissional, como em apostas mais sérias na abertura efectiva e no incentivo à economia do 3º sector, social, para além do apoio aos lobbies tradicionais, com politicas também tradicionais, neste mesmo 3º sector.

Ora, no Turismo, o 3º sector deveria ter um papel que não está a ter, de agregação de Pessoas capazes de desenvolverem dinâmicas que permitam o aproveitamento do potencial de grupos de Jovens, saídos de Cursos de Teatro, de Musica, de História, de Animação, de Turismo.

Tal, apoiados pelas Câmaras Municipais, pelas Juntas de Freguesia, em parceria com as associações de hoteleiros, permitiriam actividades de Animação de rua, e mesmo, de forma negociada, de Hotéis, gerando actividades empreendedoras com fortes características inovadoras.

É certo que existem elementos histórico turísticos que exigem investimentos de maior monta – assim, em Sousse, vi não uma, nem duas, mas cinco caravelas, lindamente decoradas, prontas para passeios/animações no mar, enquanto que em Lisboa por exemplo conheço uma manhosa caravela montada para a Expo98, para o maior estuário da Europa!

Não mudemos não esta mentalidade e espantemo-nos com o crescimento Tunisino e o decrescimento português….

Joffre Justino