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quarta-feira, 24 de março de 2010

79.ª «Sócrates/Magrebe: Primeiro ministro visita Norte de África com cimeira com Tunísia no topo da agenda», in-D.N., þor-Lusza, 19.03.2010/1431

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19 Março 2010

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Lisboa, 19 mar (Lusa) - O primeiro ministro José Sócrates inicia no domingo uma visita de três dias ao Magrebe, que tem como ponto alto a realização da cimeira entre Portugal e a Tunísia, na terça feira.

Para além da Cimeira Luso-Tunisina, o primeiro ministro visita também a Líbia - onde está prevista a assinatura de um acordo empresarial -, desloca-se à Argélia e faz uma curta paragem em Marrocos.

Na comitiva de José Sócrates seguem também o ministro de Estado e Dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, bem como o ministro da Economia, Vieira da Silva, e o ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, para além de um grupo de empresários.

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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" al-mâṣdar : http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1523126 , consultāḋo ẽm-24.03[Março/ar-Rabīħ].2010 / 09.04[Rabīħ al-thānī].1431 . Mensāgem modificāḋä ẽm-24.03[Março/ar-Rabīħ].2010 / 09.04[Rabīħ al-thānī].1431 .

segunda-feira, 22 de março de 2010

69.ª «José Sócrates inicia hoje visita ao Magrebe», in-Dĭárĭŏ Digiṭāl, þor-Lusza, 21.03.2010/1431

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O primeiro-ministro inicia este domingo uma visita de três dias ao Magrebe, que tem como ponto alto a realização da cimeira entre Portugal e a Tunísia, na terça-feira.

Para além da Cimeira Luso-Tunisina, o José Sócrates visita também a Líbia - onde está prevista a assinatura de um acordo empresarial -, desloca-se à Argélia e faz uma curta paragem em Marrocos.

Na comitiva, seguem o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, bem como o ministro da Economia, Vieira da Silva, e o ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, para além de um grupo de empresários.

Hoje, o chefe do Governo português aterra na Líbia, onde se encontra com o líder do país, Mouammar Kadhafi, e com o seu homólogo, Baghdadi Mahmoudi, na cidade costeira de Sirte. O encontro com Kadhafi será, oficialmente, apenas de trabalho, mas com os olhos fitos na próxima cimeira União Europeia/África, a terceira, que a Líbia se prepara para receber este ano e que, pela primeira vez não será organizada por Portugal.

Depois da Líbia, José Sócrates e a comitiva partem segunda-feira para a Argélia, uma visita onde a prioridade dos eventos públicos vai para as energias alternativas. Sócrates participa num seminário sobre energias renováveis, com o homólogo argelino Ahmed Ouyahia, com quem o primeiro-ministro português vai manter também um encontro bilateral.

Na Argélia, Sócrates vai reunir com o presidente Abdelaziz Bouteflika, que detém o poder executivo no país, antes de arrancar para a Tunísia, segunda-feira à tarde. A Tunísia merece, de resto, a maior parte do tempo da visita do primeiro-ministro, uma vez que na terça feira decorre a cimeira anual Luso-Tunisina, um fórum bilateral que reuniu pela primeira vez em Março de 2007, em Lisboa.

Na segunda-feira, no entanto, José Sócrates encontra-se com o homólogo tunisino Mohamed Ghannouchi, assina diversos acordos e encerra um fórum de energias renováveis. Em Tunis, para além da reunião plenária da Cimeira Luso-Tunisina, José Sócrates reúne com o Presidente da república da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali.

A deslocação de Sócrates inclui ainda uma paragem de cerca de três horas em Marrocos, quando o primeiro ministro português se encontra com o primeiro-ministro marroquino, Abbas El Fassi.

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al-mâṣdar : http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=441342&page=0 ; http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=441342&page=1 ; http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=441342&page=2 (consultāḋo ẽm-22.03.2010/1431)

sexta-feira, 5 de março de 2010

58.ª «Descobertas no Alentejo pegadas de elefantes extintos há mais de 30 mil anos», IN PÚBLICO, 05/03/2010

Uma equipa de investigação paleontológica descobriu no litoral alentejano os primeiros vestígios conhecidos na Europa do comportamento social do Elefante Antigo, tendo encontrado trilhos de pegadas destes animais extintos há mais de 30 mil anos.


A descoberta - feita por uma equipa científica do Geopark Naturtejo, coordenada pelo paleontólogo Carlos Neto Carvalho - resulta de um projecto de investigação das jazidas paleontológicas existentes ao longo do litoral do sudoeste alentejano e da costa vicentina, entre Porto Covo e Vila Nove de Milfontes.


A equipa de investigadores descobriu “um conjunto de pegadas de grandes e pequenos mamíferos, entre as quais as de um elefante que existiu na Europa, o Elephas antiguus”, explicou o especialista Carlos Neto de Carvalho.


“É um elefante próximo do elefante asiático e que se extinguiu há pouco mais de 30 mil anos do continente europeu”, explicou o especialista.


Estes trilhos de pegadas permitem aos investigadores conhecer mais sobre a anatomia destes animais e perceber também o tipo de comportamento e de habitats que povoaram imediatamente antes de se extinguirem.


“Já tinham sido descobertas várias ossadas, inclusivamente em jazidas portuguesas, e agora surge esta informação, que é complementar”, disse, sublinhando que este é o primeiro registo do comportamento social destes animais que se conhece na Europa.


Os vestígios, encontrados entre a região de Porto Covo, no concelho de Sines, e o norte de Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira, estão distribuídos por um conjunto de locais, em arribas costeiras desta zona do litoral alentejano.


“É um aspecto bastante particular o de que, de todas a regiões em que estudámos as dunas fosseis existentes - desde Porto Covo até Armação de Pêra -, apenas neste local tivemos oportunidade de descobrir estas jazidas com pegadas de grandes herbívoros e mais uma vez de Elephas antiguus”, destacou.


Tendo como prioridade a conservação e a interpretação do património geológico e tendo em conta este “património significativo do ponto de vista paleontológico”, Carlos Neto Carvalho considera que “faz todo o sentido”, não só estudar a relevância destes achados, mas também conservá-los. “Para nós faz todo o sentido, não só estudar do ponto de vista científico a relevância destes achados, mas também conservá-los para a posterioridade e conservá-los para que todas as pessoas tenham acesso a esta informação”, disse.


Para isso, o especialista defende ser fundamental conseguir parceiros para cooperar e possibilitar “um processo de replicação, utilizando tecnologias recentes, que permitem conservar toda a informação científica num espaço que depois poderá ser um centro de interpretação ou um museu local”.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

37.ª Subḥāna L•lāh. A Universiḋāde dĕ-Aveĭro pŏrotagonīza «Descoberta [de] nova espécie de verme marinho em Portugal», no Público dĕ-hōje, 27/01/2010

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Adília Pires apanhou-o num dos braços principais da ria de Aveiro – o canal de Mira – e levou-o para o laboratório. Uma vez aí, esta bióloga e os seus orientadores de doutoramento, Ana Maria Rodrigues e Vítor Quintino, puseram-se a analisá-lo. Perceberam que tinham em mãos uma nova espécie de verme marinho, e agora esta equipa de biólogos da Universidade de Aveiro acaba de apresentá-lo ao mundo.

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De cor acastanhada, o verme tem à volta de seis centímetros de comprimento. Cinco antenas, com umas riscas azuis, servem de órgãos sensoriais, que detectam substâncias químicas no ambiente e funcionam também como sensores tácteis.

Ao longo de parte do corpo, apresenta o que se assemelham a árvores e que, na realidade, são os órgãos de respiração (as brânquias). Ana Maria Rodrigues gosta de dizer que as brânquias parecem uns “pinheiros pequeninos”. “Pode haver quem o ache muito feio, mas para mim é um animal muito bonito”.

Até há pouco tempo, apenas se conhecia um primo deste verme marinho na Europa, o “Diopatra neapolitana”, identificado em meados do século XIX.

Na ria de Aveiro e noutras lagoas e estuários portugueses e europeus, o “Diopatra neapolitana” é conhecido pelo seu interesse económico, pois é vendido como isco na pesca. Também desempenha um papel ecológico importante: “Faz parte de uma cadeia alimentar. Aves, peixes e outros animais comem-no”, explica Ana Maria Rodrigues. Na zona da ria de Aveiro, chamam-lhe “casulo”, por uma simples razão: “Constrói um tubo e vive lá dentro. É a casinha dele”, diz Ana Maria Rodrigues.

Esse tubo é fabricado através de muco segregado pelo animal, ao qual aderem partículas de sedimentos, pedaços de conchas, algas, entre outras coisas. O tubo não se mexe, pois encontra-se preso ao chão. “O animal vem cá fora alimentar-se. Sai do tubo, mas não sai muito.”

O novo primo do “casulo” também constrói um tubo, só que é um pouco mais pequeno. Ainda antes da sua descoberta, os três biólogos já tinham encontrado uma outra espécie de verme marinho, também no canal de Mira – o “Diopatra marocensis”, até então apenas identificado na costa de Marrocos.

Quando se depararam com exemplares que se pareciam com o “Diopatra marocensis”, os cientistas portugueses entraram em contacto com uma investigadora especialista neste género de vermes. Hannelore Paxton, da Universidade de Macquarie (em Sydney), que tinha sido quem descobrira a espécie de Marrocos, confirmou a suspeita. No ano passado, esta descoberta era publicada num artigo científico.

Quando os biólogos portugueses voltaram a cruzar-se com outro verme que parecia ser de uma nova espécie, a investigadora australiana confirmou de novo as desconfianças iniciais. O artigo científico que contém esta novidade acaba de ser aceite para publicação na revista “Zootaxa”.

A nova espécie recebeu o nome de “Diopatra micrura”, e também aqui há uma explicação. Houve uma conversa entre a equipa à procura de um nome. Não quiseram escolher um que remetesse para as palavras “Aveiro” ou “Portugal”, afinal o animal poderia vir a ser encontrado noutros sítios. “Houve alguém que disse que parecia uma cobra-coral, por causa das riscas azuis nas antenas.” Como o género da cobra-coral é o “Micrurus”, assim a nova espécie ganhou a sua designação científica.

A equipa de Aveiro lembrou-se ainda de olhar para as colecções de animais recolhidas noutros pontos de Portugal, não fosse dar-se o caso de ter uma distribuição mais alargada. Tem mesmo. Também se encontra ao largo de Aveiro, da Nazaré, da baía de Cascais e de Vila Real de Santo António.


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al-mâṣdar : http://www.publico.clix.pt/Ciências/investigadores-descobrem-nova-especie-animal-na-ria_1419926 (consultāḋo em 27/01/2010)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

36.ª Adriano Moreira «Linhas de pacificação» scriψit, no D.N. de hoje, 26/01/2010

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A inquietação mundial traduzida pela teoria do choque das áreas culturais, agravado pela introdução de valores religiosos no conceito estratégico dos poderes em conflito, provocou uma distraída atenção a linhas de compreensão, cooperação, e pacificação, que se vão desenvolvendo com notícia pública bem mais modesta do que a debruçada sobre os inquietantes confrontos militares e actos terroristas.

O agravamento desta área de combates torna evidente, e culposa, a sua relação com os avanços da ciência e da técnica, transferidos pelas malhas empresariais, lícitas ou ilícitas, e sempre desligadas da ética que deve presidir à estruturação da sociedade da informação e do saber. Todavia, a mesma linha da ciência e da técnica, quando não alheada dos valores que orientam a política do desenvolvimento humano sustentado, é uma prática animada de esperança no sentido de superar os desvios que alimentam a dispersão de capacidades bélicas, quer no domínio das armas ligeiras, quer no domínio das armas de destruição maciça.

É neste pendor que se inscreve, de acordo com a documentação que vai sendo divulgada, a intervenção da Islamic World Academy of Sciences, que levou a cabo a sua 16.ª Conferência em Kazan, capital da república autónoma de Tatarstan na Federação Russa. Com a intervenção da UNESCO, a conferência procurou definir o estado de arte em várias repúblicas da Federação, em ligação com as várias instituições que integram a Academia Russa das Ciências.

Se usarmos a terminologia, que tende para total desactualização, dos tempos da guerra fria, o grupo tem aquela referência cultural de eventual suspeita discriminação, mas a leitura do comunicado mostra que é muito mais vinculado aos valores do conceito da casa comum, que é a terra, do que à consolidação desatempada de isolacionismos e confrontos. Ainda que a definição formal dos problemas assumidos fique marcada pela proclamada busca da relação entre ciência, tecnologia, e inovação para "o desenvolvimento sustentado do mundo islâmico", a terminologia final aponta para dar um passo seguro no sentido do relacionamento intercultural cooperante, e orientado pelo desenvolvimento global sustentado, e não para a definição de uma balança de poderes sustentada. É evidente nos relatos que a questão do ocidentalismo versus orientalismo está presente, que o processo histórico é revisitado por vezes com ressentimento. Mas uma das notas que merece ser destacada, sem erros de valoração no contexto da reunião, é a esclarecida proposta de dar vida à herança humanista do islamismo, antes do declínio que levou a um dogmatismo teológico. O Príncipe El-Hassan Bin Talal, Founding Patron da Academia, insistiu em que " a essência do humanismo islâmico é uma profunda e larga aceitação do mundo e um profundo e abrangente amor para, e afinidade com, a essência humana enquanto humana". Aquilo que sugere é um projecto em que o evidente assumido ocidentalismo seja articulado com uma apropriada crítica da modernidade e uma reanimação de um perdido espírito do humanismo islâmico.

Em síntese, a preocupação de não perder a aquisição dos avanços ocidentais, que projectam efeitos colaterais cuja bondade será aferida pelos valores do renovado humanismo islâmico. Trata-se, no conceito assumido, de uma oportunidade de ouro para participar na resolução dos problemas do homem moderno, orientado pela vocação de uma sociedade da informação, do saber, e da sabedoria, um conceito em que a convergência das atitudes entre as diferentes áreas culturais, só pode ter por horizonte a paz.

É evidente que a paz de que se fala, como trajecto e resultado, tem que ver com valores assumidos à luz de inspirações religiosas, ou da razão informada pelos valores de um laicismo com raízes clássicas, mas convergentes no reconhecimento e reprovação dos conflitos concretos que dizimam as populações.

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al-mâṣdar : http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1478804&seccao=Adriano (consultāḋo em 26/01/2010)